Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Os frescos de Pompeia

 

No dia 24 de Agosto de 79, as cidades de Pompeia, Herculano e Nápoles foram arrasadas pela erupção vulcânica do Vesúvio.

No século XVIII foram encontrados vestígios dessas mesmas três cidades romanas, em bastante bom estado de preservação devido ás cinzas vulcânicas, que as cobriram por completo.

 

Ruínas do fórum da cidade de Pompeia

 

Ruínas de Pompeia e o vulcão Vesúvio

 

 

Entre as entusiasmantes descobertas pictóricas encontram-se os fabulosos frescos que cobriam as paredes interiores da maior parte das habitações privadas e até de alguns edifícios públicos.

A partir destas pinturas foi possível distinguir quatro estilos na evolução cronológica das pinturas pompeianas:

  • Estilo de incrustação ou primeiro estilo (séc. II a.C.) – Estilo importado da Grécia e do Mediterrâneo Oriental. As paredes eram divididas em três sectores horizontais onde eram pintados, com cores vivas, falsos envasamentos de mármore, plintos imitando madeira e até elementos arquitectónicos fingidos;

 

 

  • Estilo arquitectónico ou segundo estilo (por volta de 80 a.C. até ao início da Era Cristã) – Possui influências helenísticas e está na sequência do estilo de incrustação, mantendo as três faixas horizontais de ordenação da parede. É caracterizado pela presença de elementos arquitectónicos pintados a partir do chão, que emolduram painéis com cenas mitológicas ou religiosas ou simulam janelas que se abrem sobre paisagens naturais. No nível superior, simulam-se frisos que deixam entrever o céu. Introduz ainda um efeito ilusório (aparente recuo ou desfundamento da parede por meio da perspectiva arquitectónica das cenas);



Pormenores do fresco do triclinium da Villa dos Mistérios, em Pompeia, séc. I a.C.

 

Frescos da Casa dos Vetti, Pompeia

 

 

 

  • Estilo ornamental ou terceiro estilo (pouco antes do início da Era Cristã) – Evolução do estilo anterior. Representação de elementos arquitectónicos, decorados com grinaldas e outros ornamentos vegetalistas e/ou naturalistas que se encontram pintados sobre fundos lisos e monocromáticos. Os painéis com cenas descritivas adoptam um menor tamanho e mostram cenas de inspiração oriental e africana. O efeito ilusório tende a suprimir a parede, através das cenas pintadas que parecem quadros pendurados no mesmo;

 

 

  • Estilo cenográfico ou quarto estilo (por volta de 60 a.C.) – Combina os dois estilos anteriores e reforça o aspecto teatral da decoração. Enquadram cenas figurativas e descritivas, de temática mitológica e irreal, em estruturas arquitectónicas, complexas e fantasistas, organizadas em perspectiva. A decoração quase luxuriante envolve espirais, rosáceas e ornamentos metálicos e também cores vivas e contrastantes.

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 19:13
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