Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Etrusca

 

 

A arte etrusca refere-se à arte da antiga civilização da Etrúria localizada na Itália central (actual Toscana) e que teve o seu apogeu artístico entre os séculos VIII e II a.C.

As origens deste povo, e consequentemente do estilo, remontam aos povos que habitavam a região (ou a partir dela se deslocaram) da Ásia Menor durante a Idade do Bronze e a Idade do Ferro , mas também de outras culturas influenciaram a sua arte (por proximidade ou contacto comercial), como a assíria, egípcia, fenícia, grega e a oriental. Mas o seu aparente carácter helenístico simples (visto que o  seu florescimento coincide com o período arcaico grego) esconde um estilo único e inovador de características muito próprias que viria a influenciar profundamente a arte grega e romana.

 

- Os artistas etruscos eram artesãos de grande habilidade. Executaram objectos (esculturas, peças em cerâmica, espelhos, caixas, etc) de grande qualidade e maestria utilizando materiais como a terracota, a pedra, o barro, o bronze e outros metais;

         

         Estátua em bronze

 

   

Esculturas em terracota

 

Escultura em pedra

 

Relevos em bronze

 

Relevos em pedra

 

Espelho em bronze

 

 Jarro em barro

 

 

 Cerâmica etrusca

 

 

- Conceberam também peças de joalharia em ouro, prata e marfim e um tipo de cerâmica negra denominada Bucchero.

 

  

  

 

 

ARQUITECTURA

 

Para além de uma grande variedade de artes decorativas, os etruscos desenvolveram construções arquitectónicas tais como templos religiosos que se assemelhavam aos templos gregos mais simples, mas sem a típica elegância dos mesmos e com algumas diferenças: eram templos de pequenas dimensões, com planta rectangular e sem peristilo; possuiam base em pedra, estrutura em madeira e revestimento em barro na arquitrave e beirais; pelo lado Sul e subindo os degraus do podium, tinha-se acesso a um pórtico com duas filas de quatro colunas; construiram também palácios, edifícios públicos, aquedutos, pontes, esgotos, muralhas defensivas e desenvolveram projectos de urbanismo onde a cidade se articulava a partir de um centro que resultava da intersecção das duas vias principais (cardo, sentido Norte-Sul e decumanos, sentido Este-Oeste). Utilizaram o arco de volta-perfeita, a abóbada de canhão e a cúpula.


    

Utilização do arco de volta-perfeita numa construção etrusca

 

 

 

ARTE FUNERÁRIA

 

Em escavações feitas em túmulos subterrâneos encontraram-se urnas de barro (onde se colocavam os restos mortais) com elementos escultóricos que representavam elementos anatómicos do falecido (por exemplo, tampas em forma de cabeça); bustos (invenção etrusca); esculturas e relevos em sarcófagos onde, numa fase posterior, as figuras humanas, em tamanho real, surgem reclinadas sobre a tampa como se de um leito se tratasse (estátuas jacentes). Embora a estatuária etrusca apresente uma nítida influência grega, no caso das estátuas jacentes, os etruscos não usaram a pedra, mas sim materiais mais brandos que possibilitaram uma modelação mais elástica, fluida e arredondada, dando ás figuras uma natural espontaneidade e naturalismo.

 


Busto em bronze

 

Urnas etruscas

 

As câmaras funerárias, que retratam o interior de uma habitação, possuem tecto em abóbada ou falsa cúpula e são revestidas de pinturas murais a fresco, que retratam cenas mitológicas, do quotidiano e rituais funerários, com carácter bi-dimensional, estilizado (formas delineadas a negro) e com cores vivas e atmosfera jovial. Numa fase posterior, esta atitude de festividade perante a morte sofre alterações, possivelmente pela influência da arte grega do período clássico - as figuras passam a ter uma atitude pensativa e de incerteza perante o final da vida e as pinturas tornam-se mais sombrias e mórbidas, encendo-se de demónios e monstros que acompanham os mortos para o mundo subterrâneo.

Praticam ainda pinturas a fresco com temas narrativos e anedóticos. As cores mais usadas foram o vermelho, verde e o azul pois possuiam conotações religiosas.

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 00:12
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Fenícia

 

A arte fenícia refere-se à expressão artística dos Fenícios, um povo semita do Mundo Antigo. A sua origem é desconhecida, mas sabe-se que se estabeleceram na Fenícia (região mediterrânea correspondente ao Líbano, Síria e Israel) por volta de 3000 a.C.

Os Fenícios eram altamente civilizados (inventaram um sistema de escrita anterior ao alfabeto moderno) e eram hábeis comerciantes marítimos. Atingiram o auge do poderio entre 1200 e 800 a.C. Foram conquistados pelos Persas no séc. VI a.C. 

 

- A constante presença de potências estrangeiras na vida cultural dos fenícios e a preocupação com os negócios, foram provavelmente as causas da sua pouca originalidade nas criações artísticas: as sepulturas fenícias, por exemplo, eram decoradas com motivos egípcios ou mesopotâmicos;

- Apesar de serem mais habilidosos que criativos foram encontradas pequenas tábuas de argila contendo documentos administrativos, cânticos religiosos, hinos e textos mitológicos que trouxeram maiores informações sobre as crenças religiosas desse povo;

- Os fenícios erguiam altares nas partes mais altas de suas cidades para sacrificar pequenos animais que serviam de oferenda aos seus deuses, que representavam fenómenos da Natureza;

- Influências da arte egípcia, mesopotâmica, egeia (principalmente micénica) e grega;

 

 

 

ARQUITECTURA

 

- Templos com grandes pátios e altar principal; são comuns elementos decorativos como colunas, estátuas e estelas;

- Devido ao pouco espaço territorial, os fenícios obras que se pautam pela verticalidade;

- As cidades fenícias são cercadas por muralhas; os bairros possuem casas com vários pavimentos, uma zona portuária, templos e o palácio do príncipe local.

Ruínas de Cartago

 

Colunas das ruínas de Cartago

 

Ruínas de um templo

 

 

ESCULTURA

 

- Representação de divindades e outras figuras em pedra, marfim e terracota, assim como vasos;

        

  

 

 

- Estelas funerárias, pequenos altares e sarcófagos;

  

  

   

 

 

- Os fenícios viajam muito devido á prática do comércio e por isso a sua arte é muito influenciada pela cultura de outros povos. Um bom exemplo é a arte funerária. Usaram túmulos precedidos de um corredor, de típica influência micénica; alguns foram decorados com motivos egípcios e outros ainda, assemelham-se a templos gregos;

- Os trabalhos em marfim (pentes, estojos, estatuetas, etc) e em metal (cobre, ouro, prata e bronze - objectos santuários, jóias de alto valor, moedas, etc) constituem uma das actividades artesanais mais apreciadas pelos fenícios, assim como o mobiliário doméstico; estes objectos eram decorados com cenas do quotidiano e motivos animais; eram representações bastante naturalistas e realistas.

  

 

 

 

 

PINTURA

 

- Acompanha a escultura pois os pintores trabalhavam as obras de arte esculpidas.

  

 
Publicado Por Cíntia Pontes às 18:54
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egeia (Continuação)

 

ARTE MICÉNICA

 
- Caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitectura, tendo como modelo o megaron micénico (sala central do palácio de Micenas); contrariamente à arquitectura minóica, a micénica possui um forte sentido militar onde se observam fortalezas rodeadas de muralhas edificadas em pedra com grande precisão. O palácio divide-se em três áreas simples: um pórtico com duas colunas leva à antecâmara que antecede a grande sala de audiências, rectangular e com quatro colunas a envolver uma lareira central circular; ao redor dos palácios, no interior da cidadela, e também do lado de fora, junto às muralhas, haviam várias casas de planta retangular e diversos cômodos, um deles habitualmente com lareira. As paredes eram de tijolo seco ao Sol, barro comprimido reforçado com cascalho, vigas de madeira, ou uma combinação disso; as fundações eram de pedra, ou de simples cascalho misturado com barro. O telhado era provavelmente plano, composto de uma estrutura de madeira recoberta de reboco ou terra - casas dos cidadãos mais ricos e influentes da sociedade micénica; os mais pobres viviam em cabanas de um ou dois cômodos situadas fora das muralhas. As paredes eram de tijolos secos ao sol ou de madeira, o chão era de terra batida e o telhado, plano, era em geral recoberto de palha;

 

Fundações de uma casa particular localizada do lado de fora das muralhas da cidadela de Micenas

 

Reconstituição da acrópole de Micenas

 

Galeria da muralha de Tirinto

 

 

- Desenvolveu-se ainda o artesanato em cerâmica, decorados com cenas do quotidiano e motivos florais e animais;

 

 

                                                 Cabeça de touro          

 

 

                                   

        

 

  

Vaso decorado com cena de funeral e prossição

 

 

 

  

 

 

- Apesar da forte influência cretense, a arte micénica desenvolveu elementos peculiares, distanciando-se das influências orientais; do Antigo Egipto receberam  influências relacionadas com o culto dos mortos, nomeadamente no que diz respeito à construção de câmaras funerárias em pedra;

- A escultura  foi uma modalidade pouco praticada. Destacam-se os relevos tumulares, cujos temas eram cenas de caça e guerra, com as populares espirais interligadas; as esculturas em pequena escala, em terracota pintada, como as "deusas do lar" - phi e psi (figuras femininas de pé, em diversas atitudes, e com grande estilização) e as "deusas domésticas" (estatuetas femininas pintadas, de base cilíndrica, traços estilizados e braços levantados, e pequenas figuras de animais com desenhos pintados) e ainda as esculturas em grande escala associadas á arquitectura (como a Porta dos Leões, em Micenas, onde se vêm dois leões virados para uma coluna micénica, inseridos na muralha defensiva. Neste exemplo são notórias as semelhanças com a tradição da escultura mesopotâmica, pela imponência e severidade formal);

 

  

Porta dos Leões

 

Relevo tumular

 

Pequena escultura em marfim de uma pyxis (caixa de cosméticos)

 

    

Estatuetas em terracota e marfim, respectivamente

 

- Primorosos trabalhos em metal e outros materiais e a joalharia, que receberam grande influência da arte minóica, no tratamento formal e na técnica (se é que não terão mesmo sido produzidos por artesãos vindos de Creta); destacam-se os punhais com incrustações, ornamentos para indumentária, diademas, broches, alfinetes, colares e as famosas máscaras funerárias em ouro, que serviam para cobrir o rosto do falecido;

Jóias do Tesouro de Egina

 

Máscara funerária de Agamémnon, ouro

 

Anel em sinete de ouro, com cena de caça

 

Diadema em ouro

 

Pormenor de uma arma micénica, bronze e incrustações em ouro, prata e niello

 

Taça em ouro

 

Vaso de cristal de rocha em forma de pato

 

- A pintura micénica teve como principais temas a representação da vida animal (como golfinhos, pássaros, cobras, touros e principalmente felinos, como o leopardo e o leão e ainda animais heráldicos, como grifos) onde é regra aparecerem com as patas dianteiras e traseiras esticadas, símbolo de movimento; cenas de caça, guerra, da vida quotidiana e procissões rituais.

 

Reconstituição do Megaron do Palácio de Nestor, pinturas a fresco que representam leões e grifos

 

É comum também apareceram elementos da flora marítima e a espiral, elemento decorativo muito usado, até na arquitectura; a tipologia mais usada na pintura, pela civilização micénica foi a pintura mural a fresco, cujos temas eram cenas do quotidiano e descrições do mundo natural; obras plenas de naturalismo, vivacidade e movimento. A arte micénica, em comparação com a dos minóicos, era solene.

 

  

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 21:20
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egeia

 

A Arte Egeia ou Arte do Mar Egeu está associada às civilizações que floresceram no mar Egeu antes do aparecimento dos Gregos por volta de 3000 a.C. e que foram principalmente três:

 

Civilização Cicládica -  Civilização do começo da Idade do Bronze, nas Ilhas Cíclades, que durou aproximadamente de 3000 a 2000 a.C;

Civilização Minóica ou Cretense - Civilização que se desenvolveu na Ilha de Creta entre 2700 e 1450 a.C. (O termo "minóico" deriva de "Minos", título dado ao Rei de Creta);

Civilização Micénica - Refere-se à cultura dos aqueus, um povo que se estabeleceu na costa sudoeste da Grécia aproximadamente entre 1600 e 1100 a.C., no período final da Idade do Bronze, e que conquistou a ilha de Creta por volta de 1450 a.C.

 

 

ARTE CICLÁDICA

 

- Cerâmica decorada com formas lineares, espirais e curvilíneas;

 

 

- Ídolos esculpidos em mármore que vão de poucos centímetros ao tamanho natural, com características abstratas: a cabeça é um ovóide e o único relevo é o nariz; 

- Pequenas figuras de homens tocando lira ou flauta e mulheres segurando crianças;

- Simplicidade, austeridade, singeleza, contenção das expressões religiosas, ausência de ornamentos, formas minimalistas.

 

             

              

 

   

 

 


ARTE MINÓICA

 

- Na arquitectura foram usados materiais como o tijolo, a pedra e o barro. Destacou-se a construção de palácios, símbolo da vida política, religiosa e cultural da civilização minóica, que apresentavam estruturas complexas: eram compostos por um amplo pátio interno central, várias escadarias, pequenos jardins e recintos reservados para cultos religiosos. A esses mesmos estavam associadas casas (retangulares, externamente amplas, com o interior dividido em muitos cômodos pequenos), lojas, banhos, oficinas e armazéns;

 


Sala do Trono

 

Uma das salas do palácio

 

 

Palácio de Cnossos (ou Minos)

 

Palácio minóico

 

- As paredes dos palácios eram decoradas com magníficas pinturas a fresco que representavam animais selvagens e domésticos (principalmente o touro), figuras humanas em cenas como festas, casamentos e colheitas e ainda figuras geométricas, plenas de cores vivas e garridas; as pinturas apresentavam um certo grau de estilização egípcia que se evidencia no modo como se repetem esquematicamente as figuras humanas, mas a representação minóica destaca-se pelo naturalismo, realismo, elasticidade, paixão pelo ritmo, pelas ondas e pela flutuação, bastante ausentes na arte egípcia; figuras leves, espontâneas, delicadas e plenas de vitalidade;

 

Frescos do Palácio de Cnossos

 


A Expedição Naval

 

  

                            Os Antílopes                                           O Pescador

 

 

- A cerâmica, algumas vezes apenas um pouco mais espessa do que a casca de um ovo, destacou-se pela diversidade de formas e funções, progredindo em termos de variedade, refinamento e acabamento. Era decorada com pinturas que apresentavam formas geométricas simples, como triângulos, zigue-zagues e padrões simétricos abstratos. Algumas obras possuíam pequenas imagens do quotidiano, como motivos florais e animais domésticos;

 

     

   

 

 

 

 

- Os trabalhos em metal, o entalhe em pedras preciosas, os selos de pedras e a joalharia também tiveram um papel importante na civilização minóica.

 

Deusa da Serpente (trabalho em metal)

 

Peças de joalharia (detalhes de braceletes)

 

  

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 17:02
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Germânica

 

A Arte Germânica ou dos povos germânicos, também conhecida como arte bárbara, refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros (mongóis, vândalos, visigodos, alanos, francos, anglo-saxões, suevos, entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa. Todos estes povos tiveram uma origem comum na civilização celta e tal como a arte celta também a germânica se manteve até á Idade Média.

A arte germânica, devido á sua originalidade, lançou as bases da arte europeia dos sécs. VIII e IX.

 

- Os bárbaros, como povos nómadas, desenvolveram uma grande destreza no fabrico de objectos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Deste modo destacam-se na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para o fabrico de armas como de jóias (braceletes, colares, anéis, etc), e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem, a entalhadura (arte de cortar ou entalhar a madeira) e a filigrana (trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal soldadas de forma a compor um desenho); os desenhos decorativos destas peças baseavam-se em animais estilizados e em motivos geométricos, principalmente, a roda e a cruz. Não se dedicaram ao desenho da figura humana;

 

 

Ourivesaria Germânica

 

Objectos em bronze

 

   

              Cruz visigótica                                      Cálice em ouro

 

Cálice de Ardagh

 

   

Coroas votivas

 

- Quase totalmente desprovidos de arquitectura, os bárbaros apropriaram-se das formas da Antiguidade tardia e da arte Bizantina, às quais acrescentaram alguns elementos próprios.  Os francos (França) usaram nas suas construções salas retangulares de três naves e absidesemisircular, com silharia de madeira para as igrejas, e cúpula para os batistérios; os ostrogodos (Itália) ergueram edifícios mais representativos e ricamente decorados com pinturas a fresco e mosaicos, nos quais combinaram as formas bizantinas com as romanas; os visigodos (Península Ibérica) procederam à recuperação de edifícios romanos nos centros de cada cidade, aos quais juntavam uma igreja cristã, geralmente de planta em forma de cruz latina, com naves de alturas diferentes e decoradas com relevos e frisos;

 



Interiores e exteriores da Igreja de Santa Comba de Bande

 

 

Interiores e exteriores da Igreja de San Pedro de la Nave

 

 

- A escultura em pedra foi destinada à decoração de igrejas e batistérios, na forma de relevos planos, capitéis e sarcófagos, seguindo o estilo do Império Romano. A entalhadura do marfim também foi muito usada e continuou-se com a tradição dos dípticos consulares de influência bizantina, cujas formas foram adoptadas na confecção de capas de livros evangélicos e Bíblias;

 

Dama de Elche

 

- Desenvolveram ainda a pintura de livros e manuscritos - iluminuras (de carácter ornamental, geometrização e elementos zoomórficos) - e a tapeçaria.

 

Uma das ilustrações do Evangelho de Lindisfarne

 

Uma página do livro de Kells

 

Manuscritos

Publicado Por Cíntia Pontes às 19:55
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Celta

 

 

A arte Celta é uma das mais ricas manifestações da chamada "arte bárbara". Diz respeito a toda a arte produzida pelos celtas, povos da Europa Central e Ocidental, já desde a Idade do Bronze até à Idade Média (aproximadamente desde o séc. V a.C. até ao séc. I d.C.).

 

- Os celtas desenvolveram uma arte em metal utilizando o alumínio, o ouro, a prata e o bronze, com incisões, relevos e motivos entalhados. Os objectos produzidos cumpriam funções bélicas (decoração de espadas, escudos, armaduras), religiosas (pinturas e esculturas usadas para afastar os maus espíritos ou para glorificar os Deuses e a Natureza), domésticas e estéticas (adornos pessoais). Uma grande variedade de efeitos decorativos de raiz abstracta e geométrica ou zoomórfica era utilizada para ornamentar as superfícies desses objectos;

 

Capacete em bronze - Função bélica


 

Vasilha de prata (Caldeirão Gundestrup) - Função religiosa

 

Bracelete em ouro

Colar em prata

 

Jóias em ouro, com algumas incrustrações de pedras preciosas

 

Ornamento

 

Moedas

 

Bracelete em ouro

 

Cruz celta em alumínio

 

- Embora predominasse o uso do metal, a cerâmica, a pedra, o marfim, o osso, o vidro, o coral (depois substituído pelo esmalte) e o âmbar, não foram excluídos;

 

 

Vaso em cerâmica

 

 

 

- Influências asiáticas e das civilizações do Mediterrâneo (grega, etrusca e romana);

- Utilizaram formas animais e vegetais, criando esculturas com motivos fantásticos;

- A arte Celta sendo essencialmente decorativa, não procurou imitar nem idealizar o real e por isso caracterizou-se pelas tendências geométricas e simétricas;

 

 

- Mistura figuras humanas estilizadas com desenhos abstratos arabescos e espirais;

 

- A arte Celta entrou em declinio no século I a.C. devido à expansão do Império Romano e às incursões de povos germânicos;

- A influência da arte celta encontra-se ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do Noroeste Europeu, na música e em boa parte da arquitectura da Europa Ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do Ocidente Europeu e a origem do estudo da Filosofia são atribuídos à cultura dos celtas.

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 13:42
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Sábado, 19 de Julho de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egípcia (Continuação)

 


 

ÉPOCA BAIXA

 

- 730-343 a.C.;

- A XXVI dinastia conseguiu reunificar o Egipto mais uma vez, dando início à Época Baixa que se desenrola até à XXX dinastia, embora a presença de povos estrangeiros, como líbios, núbios e persas, seja constante neste período.

 

- Durante esta época, o centro do poder real vai localizar-se na região do Delta, onde se encontram as capitais das várias dinastias, como Sais, Mendes e Sebenitos. São nestas cidades que se ordenam os grandes trabalhos arquitectónicos.

- Na escultura denota-se um arcaísmo, uma inspiração nos modelos da época do Império Antigo. Na XXVI dinastia nota-se igualmente o apuro na polidez da pedra, dando origem a trabalhos que alguns autores denominam como "arte lambida" e destacam-se as esculturas em bronze, de grande suavidade e brandura na modelagem, com tendência para formas torneadas.

 

 

EGIPTO PTOLEMAICO

 

Em 343 a.C. o Egipto assiste ao segundo período de dominação persa que termina em 332 a.C., quando Alexandre Magno conquista o Egipto. Após a sua morte é fundada no país das Duas Terras, por um dos seus generais, Ptolemeu I, uma dinastia que governará o país até à conquista romana de 30 a.C.

Apesar da sua origem macedónia, a dinastia ptolemaica adoptou as formas artísticas dos Egípcios. Os reis ptolemaicos foram representados nos templos como os antigos faraós. Muitas das obras deste período adquirem uma forte influência da harmonia helenística dos gregos.

 

Templo de Philae

 

 

 

 

Templo de Hórus

Publicado Por Cíntia Pontes às 01:32
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egípcia (Continuação)

 


 

NOVO IMPÉRIO

O Novo Império (1570 - 715 a.C.) começou com a XVIII dinastia e foi uam época de grande poder, riqueza e influência. Deu-se novamente a unificação do Egipto e a arte volta a ter mais uma das suas épocas de ouro, com um novo começo em que se vão reavivar as tradições do passado e em que as forças criadoras vão erguer vários edifícios de pedra de construção arrojada e que ainda hoje podem ser admirados.

 

- Arquitectura - Quase todos os faraós desta época se preocuparam em ampliar e enriquecer o conjunto de templos de Karnak (figuras em baixo), centro de culto a Amon, ao qual quase todos os monarcas acrescentaram pilones (porta monumental flanqueada por duas torres trapezoidais), que assim se converteu num dos mais impressionantes complexos religiosos da História. A partir da época do Novo Império os templos egípcios começam a seguir uma estrutura clássica. Possuíam um caminho decorado com esfinges, o "dromos", que partia do rio Nilo; antes de se atingir o pilone, várias estátuas colossais do rei ou de deuses, bem como obeliscos, antecediam a porta monumental. Atravessando o pilone encontrava-se um pátio, que era a parte pública do templo egípcio. Ao contrário dos locais de culto das religiões actuais, um templo egípcio só era acessível ao faraó e aos sacerdotes. O pátio era a única zona a que o povo podia aceder mas, mesmo assim, apenas em datas especiais.

 


 

Neste período destacam-se ainda o Templo de Luxor e e o Templo da Rainha Hatshepsut.

Templo da Rainha Hatshepsut

 

     Templo de Luxor

  

 - A escultura alcançou uma nova dimensão e surgiu um estilo cortesão, no qual se combinavam perfeitamente a elegância e a atenção aos pormenores mais delicados; a imobilidade tradicional da arte egípcia desapareceu, as esculturas ganham um maior realismo e naturalismo nas atitudes e nas posições.

 

                                                                                        Busto da Rainha Nefertiti

 

Busto de uma das filhas de Akhenaton         

 

- A pintura predominou na decoração dos túmulos privados. A necrópole de Tebas é uma rica fonte de informação sobre a lenta evolução da tradição artística e das magníficas ilustrações sobre a vida daquela época. Neste período deu-se o pico da pintura e do relevo e a literatura abandonou o pessimismo voltando-se para o relato ligeiro de histórias mitológicas, fábulas, épicos de guerra e também para a poesia romântica. 

- As artes decorativas, a pintura e a escultura atingiram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objectos de uso quotidiano, utilizados pela corte real e pela nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza técnica.

Peitoral egípcio encontrado no túmulo de Tutankhamen

 

 

 

TERCEIRO PERÍODO INTERMEDIÁRIO

- O Terceiro Período Intermediário, época que compreende cerca de trezentos e cinquenta anos e que corresponde à XXI até à XIV dinastias, vai continuar no essencial a arte desenvolvida no Império Novo. É marcado pela progressiva desagregação do poder faraónico, sendo os últimos soberanos da XX dinastia meros reis fantoches.

- Neste período destaca-se a perfeição alcançada no trabalho dos metais, que se detecta em trabalhos como as máscaras funerárias de vários reis.

           

    Pendente em ouro de Osorkon II                            Adoradora divina de Amon Karomam (bronze)

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 19:22
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Sábado, 28 de Junho de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egípcia (Continuação)

 


 

MÉDIO IMPÉRIO

 

Após o período de decadência do poder central e de instabilidade política do Primeiro Período Intermediário (e que se reflectiu na arte com o abandono dos cânones estabelecidos) inicia-se o Império Médio ( 2134 - 1782 a.C.) que corresponde à XI e XII dinastias.

 

- Mentuhotep II foi o primeiro Faraó do novo Egipto unficado do Médio Império. Criou um novo tipo de monumento arquitectónico funerário, com influências da arte do Antigo Império.

Mandou construir na região de Tebas Ocidental, o seu complexo funerário, como um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Formado por uma mastaba coroada por uma pirâmide e rodeado de pórticos em dois níveis, os muros foram decorados com relevos que representavam o Faraó na companhia dos Deuses.

- Na escultura, a expressão humana ganha uma maior dimensão, passando-se a representar nas estátuas reais o envelhecimento;

 

- A representação bidimensional perde a sua dependência dos cânones adoptando uma maior naturalidade e até noções de profundidade tridimensional. Nesta época criam-se esfinges reais nas quais o rosto do monarca surge emoldurado por uma juba.

- A pintura egípcia do Médio Império manifestou-se em túmulos de governadores nomos, onde recriou cenas de caça, pesca, banquetes ou danças. Seguindo a tradição do Antigo Império, o dono do túmulo surge representado em tamanho superior às outras personagens. A pintura é realizada sobre estuque e relevo. 

Como em todos os outros períodos foi essencialmente simbólica e seguiu rígidos padrões de representação, como a lei da frontalidade (os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado); as áreas espaciais são bem definidas e o tamanho e posição  das figuras no espaço são estipuladas segundo regras hierárquicas; os traços são estilizados e rígidos, as formas bidimensionais (ausência de volume) e a cor é aplicada plana (sem modelado) e em manchas uniformes.

 

 

- As artes decorativas conhecem uma das épocas mais importantes, sobretudo no que diz respeito aos trabalhos de joalharia, que usavam metais preciososo e incrustações de pedras coloridas. Os amuletos, os pentes, os espelhos, as caixas e as candeiais caracterizam-se pela sua beleza. São bastante conhecidos os pequenos hipopótamos em faiança decorados com motivos vegetais. Neste período aparece a técnica do granulado e o barro vidrado alcançou grande importância na elaboração de amuletos e pequenas figuras.

 

 

SEGUNDO PERÍODO INTERMEDIÁRIO

- 1782 - 1570 a.C.;

- Este é mais um período escuro e de inseguridade do qual pouco se sabe e no qual se desenvolveu a matemática, a medicina e a cópia de papiros de épocas anteriores.

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 21:59
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egípcia

 


A arte Egípcia refere-se a toda a arte desenvolvida e aplicada pela civilização do Antigo Egipto, localizada no Vale do Rio Nilo, no Norte de África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adoptadas: Período Arcaico ou Tinita, Antigo Império, Médio Império, Novo Império e Época Baixa e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se pautam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística. Apesar destes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.

 

- Serviu principalmente objectivos políticos e religiosos;

- Representa, exalta e homenageia constantemente o faraó (soberano absoluto, representante de Deus na Terra) e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema. O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isso, um dos marcos mais representativos da arte egípcia, lá são depositados as múmias ou estátuas (corpo físico que acolhe posteriormente a alma (ka) e todos os bens físicos do quotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte;

- É profundamente simbólica. Todas as representações estão repletas de significados que ajudam a caracterizar as figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. Do mesmo modo a simbologia serve à estruturação, à simplificação e clarificação da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes;

- A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas e simplificadas, níveis rectilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios:

  • Preto (kem) - obtido a partir do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai); associado à noite e à morte, mas também à fertilidade e à regeneração; era utilizado nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas. O deus Osíris era muitas vezes representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Ahmés-Nefertari;
  • Branco (hedj) - obtido a partir da cal ou do gesso; cor da pureza e da verdade; era utilizado nas vestes dos sacerdotes e nos objectos rituais. As casas, as flores e os templos eram também pintados a branco;
  • Vermelho (decher) - produzido a partir de ocres; o seu significado é ambivalente: por um lado representa a energia, o poder e a sexualidade, por outro lado está associado ao maléfico deus Set, cujos olhos e cabelo eram pintados a vermelho, bem como ao deserto, local que os Egípcios evitavam; era a vermelho que se pintava a pele dos homens;
  • Amarelo (ketj) – obtido a partir do óxido de ferro hidratado (limonite); dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egípcios associaram esta cor à eternidade; as estátuas dos deuses eram feitas a ouro, assim como os objectos funerários do faraó, as máscaras por exemplo;
  • Verde (uadj) - produzido a partir da malaquite do Sinai; simboliza a regeneração e a vida; a pele do deus Osíris poderia ser também pintada a verde;
  • Azul (khesebedj) - obtido a partir da azurite (carbonato de cobre) ou do óxido de cobalto; associado ao rio Nilo e ao céu.

- A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos ás diferentes personagens, consoante a sua importância. Por exemplo, o faraó será sempre a maior figura numa representação bidimensional e a que possui estátuas e espaços arquitectónicos monumentais. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão;

 - Embora a arte egípcia seja estilizada é também uma arte de atenção ao pormenor, de detalhe realista, que tenta apresentar o aspecto mais revelador de determinada entidade, embora com restritosângulos de visão. Para esta representação usaram apenas três pontos de vista pela parte do observador: de frente, de perfil e de cima, que cunham o estilo de uma forte componente estática, de uma imobilidade solene.
O corpo humano, sobretudo o de figuras importantes, é representado utilizando dois pontos de vista simultâneos, que oferecem maior informação e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, os ombros e o peito representam-se vistos de frente e a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado - Lei da Frontalidade.

 

O facto de, ao longo de tanto tempo, a arte egípcia pouco ter variado e se terem verficado poucas inovações, deve-se aos rígidos cânones a que os artistas tinham de obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao espírito criativo individual.
A conjugação de todos estes elementos marca uma arte robusta, sólida, solene, criada para a eternidade.

 

 

 

 

PERIODO ARCAICO OU TINITA

 

- Até 2686 a.C.;

- Durante este período e após a descoberta da escrita, o Egipto já está unido e o seu desenvolvimento artístico acelera, estabelecendo os traços princípais e característicos da arte egípcia;

- Abandono do primitivismo formal;

- Algumas influências da arte mesopotâmica, especialmente nas fachadas de templos;

- Uso do adobe cozido ao Sol, substituído no final do período pela pedra.

 

Pirâmide de Djoser

 

 

Escultura do período Arcaico


 

 

ANTIGO IMPÉRIO

 

- 2686 - 2181 a.C.;

- A III Dinastia é remetida por muitos historiadores para o início do Antigo Império. Com a transição para a pedra surge também a arquitectura monumental e a vincada noção egípcia de eternidade vinculada ao faraó;

- A mastaba (capela com forma de um tronco de pirâmide) assume-se como o túmulo para particulares por excelência, inicialmente em forma quadrangular ou de pirâmide truncada (mais tarde pirâmide de degraus);

- A edificação assume um objectivo simbólico;

- Com o Império Antigo estabelece-se a calma e a segurança, bases ao próspero e veloz desenvolvimento da sociedade egípcia onde se estabelecem hierarquias governamentais;

- Durante a IV Dinastia edificam-se o monumental conjunto arquitectónico de Gizé (pirâmides de Quéfren, Quéops e Miquerinos) que fascinam pela sua impressionante construção; constrói-se a Esfinge (corpo de leão e cabeça humana, especialmente a de um Faraó), com dimensões gigantescas, que visa homenagear o poder do Faraó;

- Na V Dinastia as dimensões monumentais da arquitectura são reduzidas á escala humana.

 

Grande pirâmide de Gizé

 

Pirâmide de Quéops

 

 

Esfinge de Gizé com a pirâmide de Quéfren atrás

 

 

- Na escultura definiram-se duas tipologias de concepção: a estatuária real, onde se verifica um desejo de imponência; e a estatuária de particulares, com maior realismo e naturalismo;

 - As proporções do corpo humano tornam-se mais harmoniosas e equilibradas, e existe uma maior atenção ao pormenor;

- Caracteriza-se pelo estilo hierático (as figuras mais importantes tem maior altura do que as menos importantes), a rigidez, as formas cúbicas e a frontalidade;

- Gosto pelas estátuas-retrato de grande robustez pelo seu volume cúbico e imobilidade;

- As figuras apresentam-se de pé (com a perna esquerda ligeiramente à frente) ou sentadas (na V Dinastia surge a posição do escriva sentado de pernas cruzadas) e denota-se a diferente coloração da pele usada nas figuras masculinas (mais escura) e nas femininas (mais clara);

 

         

 

- Na decoração tumular propagam-se as representações realistas do quotidiano;

- Os materiais utilizados foram: dionte, granito, xisto, basalto, calcário e alabastro.

 

Tríade de Menkauré

 

 

- A escultura em relevo serviu dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito dos defuntos, no seu caminho até á eternidade (feita nos túmulos).

 

 

 

- Na cerâmica, as peças ricamente decoradas do período arcaico foram substituídas por belas peças não decoradas, de superfície polida e com grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objectos de uso quotidiano. Já as jóias eram feitas em ouro e pedras semipreciosas, com formas e desenhos inspirados na fauna e na flora.

 

 

PRIMEIRO PERÍODO INTERMEDIÁRIO

 

- 2181 - 2040 a.C.;

- Os tempos políticos conturbados reflectem-se também na arte tornando-a quase inextistente e com uma maior incidência nos textos literários, que expressam a revolução espiritual da época. Através das pilhagens de túmulos, a arte restrita aos faraós e figuras de maior importância passa para a mão do homem “mortal” que acredita ter o mesmo privilégio da vida eterna.

 

 

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 17:32
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