Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

O Pártenon e Atena Niké

 

Situados no alto da cidade, na acrópole de Atenas, estes templos são dois dos exemplos máximos do génio grego e da perfeição alcançada na arquitectura.

 

 

TEMPLO DO PÁRTENON

 


 

O Templo do Pártenon foi reconstruído sobre estruturas já existentes, no tempo de Péricles, para celebrar a vitória contra os Bárbaros. Pretendia ainda simbolizar a hegemonia de Atenas sobre as restantes cidades gregas no que se refere à cultura, à capacidade naval, ao comércio e à política em que se destacava a sua organização democrática.

O seu nome significa "casa da virgem" e foi dedicado a Athena Pallas, deusa dos atributos guerreiros e da sabedoria, guardiã e protectora da cidade-estado Atenas.

Esta construção assinala o apogeu da arquitectura grega, sendo o edifício mais carismático e esbelto e o maior templo da Grécia Antiga, e demorou 11 anos (447-436 a.C.).

Os artistas que se destacaram na sua construção e decoração foram o escultor Fídias e os arquitectos Íctino e Calícrates.

É um templo dórico, cujas colunas têm um capitel geométrico e muito simples, em forma de almofada. É ainda períptero, por ter colunas a toda a volta, e octástilo pois possui oito colunas na fachada anterior, de entrada, e posterior, e dezassete - o dobro mais uma - nas fachadas laterais; assenta sobre uma plataforma com três degraus e possuia uma rampa de acesso.

 

 

O edíficio é rodeado por uma colunata que ladeia o peristilo, suporta a arquitrave, o friso e a cornija e que lhe confere um carácter particular, onde se une força, robustez e elegância.

O seu corpo central é dividido em três espaços: o pronaos, o naos ou cella, que continha a estátua criselefantina (feita em ouro e marfim) de 12 metros de altura, da deusa Atena Parteno, executada por Fídias, e o opistódomos onde se encontrava guardado o tesoura da "Liga de Delos", que estava a cargo de Atenas. O pronaos e o opistódomos abrem-se sobre um pórtico interno com seis colunas.

 

A cobertura do templo era feita por um telhado de duas águas, que formava os frontões triangulares que eram preenchidos por relevos. Era decorado com cores vivas tais como o vermelho, o azul e o dourado e foi construído em mármore branca que com o tempo adquiria um suave tom dourado.

Reconstituições feitas a computador do templo do Pártenon, com as cores e decoração originais

 

A decoração esculpida encontra-se nos frisos e nos frontões: no friso exterior estão representadas quatro lendas bélicas - na fachada meridional, a luta dos Centauros contra os Lápitas, na fachada ocidental a luta dos gregos contra as Amazonas, na fachada setentrional a tomada de Tróia e na fachada oriental a luta dos Deuses contra Gigantes; no friso interior, ao longo longo da parte superior das paredes exteriores da cella, situa-se o friso jónico contínuo da Procissão das Grandes Panateneias (personagens e animais, organizados em desfile transportando o novo manto em ouro que as jovens atenienses ofereciam à deusa Atena, de quatro em quatro anos); no frontão este está representado o nascimento de Atena, saindo da cabeça de seu pai, Zeus, e no frontão oeste, a disputa da Ática por Atena e Poseídon.

 

Colunas dóricas do templo

 

Pormenor do frontão, dos frisos e das colunas do templo

 



Relevo da fachada meridional - Luta dos Centauros contra os Lápitas

 

 


Relevos das paredes exteriores da cella - Procissão das Grandes Panateneias

  


Detalhe da parte superior do templo, mostrando a inserção do relevo nas métopas

 

Os deuses a assistir á Procissão das Panateneias (fig. cima - Poseídon, Apolo e Artemisa; fig. baixo - Atenas e Hefestos)

 

Relevo da fachada setentrional a tomada de Tróia

 


Relevos do frontão do templo

 

 

Toda a estrutura do templo do Pártenon pode ser lida de uma maneira significativa: o povo eram as colunas; o conjunto dos pórticos de entrada, encimados pelo frontão e colocados paralelamente, funcionavam como orgãos do tear, que era o símbolo de todos os lares gregos; e, por último, o engrossamento das colunas, provocado pela entasis, sugerem visualmente as velas de um barco insufladas pelo vento, que simbolizam o poder bélico e económico de Atenas.


 

 

 

O TEMPLO DE ATENA NIKÉ

 

O templo de Atena Niké ou Niké Áptera (que significa vitória sem asas) é um hino á deusa Niké e à feminilidade que a ordem jónica representa.

 

Construído entre 432 e 420 a.C., o templo ergue-se no muro oriental da muralha da acrópole de Atenas e seguiu o plano do arquitecto Calícrates.

O templo era rodeado por uma balaustrada (espécie de varanda), mais tardia que o templo, que tinha como objectivo proteger os peregrinos do precipício a que se elevava o templo.

Reconstituição feita a computador mostrando a aspecto original do templo com a balaustrada á volta

 

É um templo de dimensões reduzidas, localizado á direita da entrada da acrópole e enquadrado obliquamente em relação ao Propileus (entrada monumental para a acrópole).

Enquadramento do templo no Propileus

 

 

Construído em mármore pantélico, é um templo jónico anfipróstilo, pois possui quatro colunas nas fachadas principal e posterior, que se destaca pela extrema simplicidade.

 

 

Devido ao reduzido espaço para a sua construção, o templo continha apenas uma pequena cella, sem opistódomos.

 

 

A sua requintada decoração, concentrada no friso, é uma obra do escultor Agorácrito. O friso é uma faixa contínua onde aparecem representados os deuses do Olimpo, sentados ou de pé, seguindo atentamente as batalhas entre Gregos e Persas. A balaustrada do templo era decorada com uma série de vitórias aladas (nikái), cujas personagens possuiam atitudes graciosas e grande harmonia de proporções, erguendo troféus e celebrando sacríficios.

Frisos do templo decorados com cenas das batalhas entre Gregos e Persas

 

 

Nos frontões a decoração possuia uma temática diferente: a este, a dos gigantes, e a oeste, a das amazonas.

A decoração esculpida deste templo é um verdadeiro hino à beleza e à harmonia.

Um dos seus mais famosos relevos é a "Niké desapertando a Sandália".

 

Estas figurações não são apenas corpos estruturais envolvidos  em vestuário, mas sim formas moldadas por drapeados flutuantes e transparentes, que fazem sobressair uma sensualidade subtil, que anuncia a arte do séc. IV a.C.

 

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 15:09
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

O Estádio e o Teatro Grego

 

O estádio e o teatro eram duas das instituições socioculturais mais importantes da cidade grega, pois neles se celebravam inúmeros e programados concursos e festivais que faziam parte do culto cívico, cultural e religioso.

Os maiores santuários da cidade possuiam na sua área os teatros e estádios, a par de templos, tesouros, oráculos, hipódromos e acomodações para sacerdotes e peregrinos. Em todos eles havia celebrações de festivais que se realizavam na data de aniversário do Deus a que eram destinados, dos quais faziam parte cerimónias religiosas, concursos ginasiais, hípicos e atléticos, concursos líricos e musicais, de tragédia e comédia e, por vezes, também concursos de beleza para homens e mulheres.

 

 

O ESTÁDIO

 

Os estádios eram construções destinadas á prática de jogos. A formação escolar grega incluía aprender a ler, escrever, contar, tocar um instrumento, cantar, recitar, dançar e praticar exercício físico nos ginásios, a fim de se prepararem para a Guerra e também para os jogos.

Nos jogos só podiam participar os cidadãos gregos que fossem membros da boa sociedade e tivessem boa consciência para com os homens e para com os Deuses; por isso os atletas não eram profissionais.

Os melhores recebiam coroas de oliveira ou de loureiro e a admiração e estima dos seus compatriotas, pois conseguiram ultrapassar os seus próprios limites na procura da excelência, atingindo o supremo valor do pensamento grego. Além disso, eram também imortalizados pelos poetas nos seus cantos de vitória e pelos escultores nas suas estátuas.

No séc. IV a.C, por várias razões, as competições desportivas decaíram e os participantes passaram a ser profissionais. Em 393 a.C., o imperador Teodósio proibiu estes jogos, considerando-os pagãos.

 

Estádio de Epidauro, sécs. V e IV a.C.

 

 Estádio de Delfos, séc. V a.C.

 

 Ruínas do Estádio de Olímpia

 

 Estádio de Priene, período helenístico

 

 

O TEATRO

 

O teatro (theatron - local onde se vai para ver) nasceu no séc. VII e revestiu-se de grande importância entre os gregos, por diversas razões. Pensa-se que está relacionado ao culto do Deus Dionísio (Deus do Vinho).

Pisístrato e Péricles foram os dois grandes impulsionadores do teatro em Atenas. O primeiro organizou os primeiros concursos dramáticos em 534 a.C., e o segundo foi o grande defensor do teatro, nomeadamente com o theórikon (Péricles oferecia bilhetes aos mais pobres, para que estes também podessem assistir ao espectáculo).

O teatro tinha uma função cultural e de formação cívica e religiosa dos espectadores, levando-os a pensar e a reflectirem sobre o sentido da existência humana, o destino do Homem, o poder dos Deuses e a vingança destes sobre quem os desafiasse. Era também através do teatro que se ensinavam as virtudes aos cidadãos (ética, moderação, humanismo, pacifismo, sabedoria, coragem, entre outras), levando-os também a reflectir sobre os vícios dos homens (adultério, ambição, maldade, desrespeito pelas leis e pela religião, entre outros).

Os concursos estavam a cargo de um grupo de altos magistrados e cidadãos ricos (coregia), que escolhia as peças, nomeava os actores e financiavam o espectáculo.

Os actores ou hipócritas eram sempre homens e interpretavam na mesma peça vários papéis, inclusivé papéis femininos, por isso usavam uma grende variedade de trajes e também máscaras que os ajudavam a caracterizar a personagem.

Existia também o coro, que dançava e cantava ao som do oboé, pois poesia, dança e música estão sempre interligados.

As representações duravam quatro dias seguidos, sem entreactos ou intervalos; tinham sempre uma assistência muito concorrida, atenta, divertida e participativa.

Os primeiros teatros eram construções bastante simples: a orquestra ficava no ponto mais baixo, em terra batida; as bancadas eram em madeira ou cávea e estavam dispostas em semicírculo nas vertentes naturais; e o palco ou cena era uma espécie de estrado com uma tenda que servia de cenário e camarim para os actores. Os teatros em pedra surgiram apenas do final do séc. V a.C., nas cidades e nos santuários, construídos no declive das colinas, pois a depressão geográfica criava boas condições acústicas e propiciava a visão total do espaço, e virados para o mar ou para a montanha, pois a paisagem natural integrava o cenário.


 

A tragédia é o género mais antigo e atingiu o seu apogeu no tempo de Péricles pois este considerava o teatro uma verdadeira instituição pública com fins cívicos e religiosos, para além de promover também a cultura dos cidadãos atenienses. A tragédia era escrita em verso e o seu conteúdo estava quase sempre ligado ás antigas histórias religiosas, representando a vida dos deuses e a loucura e insensatez do Homem, numa luta constante entre as forças humanas e as forças divinas e do destino que, devido ao fatalismo e à maldição, se impõe.

O enredo, descrito em tensão crescente, prende o espectador que vai pressentindo a iminência da catástrofe.

Dentro deste género os principais representantes são:

Ésquilo (525-456 a.C.), conhecido como o verdadeiro criador da tragédia grega;  as suas peças mais conhecidas são: "Os Persas" e "Prometeu Acorrentado";

 

Sófocles (495-405 a.C.), o autor mais premiado. As suas obras mais conhecidas foram: "Ajax", "O Rei Édipo" e Antígona", onde descreve o homem comum, com carácter e sentimentos, numa construção perfeita e de grande sentido dramático, onde o suspense está sempre presente;

 

Eurípedes (485-406 a.C.), que em obras como "Medeia" e "Electra", realçou o papel da mulher, questionou a religião e a tradição, incentivando e provocando no espectador a admiração e o respeito pelo cidadão e pelo camponês humilde e digno, que, numa atitude revolucionária, lutam contra o destino e contra os ricos, pela defesa da igualdade política e pela justiça social.

 

Outro género do teatro foi a comédia, mais tardia e menos duradoura que a tragédia. O seu conteúdo estava principalmente ligado aos assuntos do quotidiano e da vida terrena, ridicularizando com um grande espírito crítico e liberdade os vícios, hábitos, modas e atitudes dos políticos, filósofos, escritores e até dos deuses.

 

Neste género o seu principal representante foi:

Aristófanes (445-385 a.C.), conhecido pela sua fecunda inspiração, virtuosismo verbal, liberdade de linguagem, veia cómica e impiedosa sátira e por questionar a actualidade política e social e elogiar a excelência dos costumes antigos; as suas principais obras são: "A Rã", "As Moscas na Figueira", "A Assembleia de Mulheres" e "Os Cavaleiros".

 

 


Teatro de Dionísio

 

Teatro de Mileto

 

Teatro de Pérgamo

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 03:04
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

A Arte da Antiguidade Clássica - Arte Grega (Continuação)

 

CERÂMICA E PINTURA

 

- De entre o artesanato artístico deixado pelos Gregos, a cerâmica é a que tem um maior destaque, pois era uma mercadoria de primeira necessidade pelas múltiplas funções que possuía (serviço doméstico, usos artesanais e comerciais, apoio às cerimónias religiosas e fúnebres). O seu estudo é, entre o de todas as outras artes gregas (arquitectura e escultura), aquele que melhor documenta a evolução da plástica grega e também a evolução social, cultural e política da História da Grécia.

 

- Evoluiu em cinco estilos principais:

» Estilo Proto-Geométrico (séc. XI a X a.C.), Idade das Trevas - Neste primeiro estilo predominam os motivos naturalistas e a influência creto-micénica. Vão-se introduzindo formas geométricas básicas tais como os losangos, os círculos, as linhas rectas e onduladas, entre outras;

» Estilo geométrico (sécs. IX e VIII a.C.) - Este estilo tinha como principal característica o uso de motivos geométricos numa decoração simples e sóbria, motivos esses que eram dispostos á volta do corpo dos vasos, compondo bandas ou frisos; as bandas eram decoradas com motivos organizados em combinações e variações criativas tais como meandros, gregas, triângulos, losangos, linhas quebradas ou contínuas, axadrezados, entre outros, que eram realçados a preto sobre o fundo de cor natural do vaso. Este estilo sofre, no séc. VIII, alterações como a introdução de elementos figurativos (animais e/ou figuras humanas) na decoração, que compunham cenas descritivas e narrativas, como batalhas ou cerimónias fúnebre e que eram apresentandos como meras silhuetas a negro, muito esquematizadas e estilizadas, de onde se excluíram todos os outros pormenores secundários; surgiu ainda a tendência para o aumento progressivo do tamanho das peças, que se destinavam a ser colocadas nos cemitérios como indicadores das sepulturas, á semelhança de estelas ou monumentos funerários. No final deste século o estilo geométrico entra em fase de desintegração.

 

 

 

 

» Estilo arcaico (final do séc. VIII ao séc. V a.C.) - Subdividiu-se em duas fases evolutivas:

- Fase orientalizante (até aproximadamente 650 a.C.), que é profundamente marcada por influências orientais. Os temas caracterizam-se pelo regresso ao figurativo (necessidade de narrar e representar) e pelo aparecimento das cenas de carácter mitológico. A figuração define-se pela representação de animais míticos ou lendários e de figuras híbridas como grifos (animais mitológicos, misto de leão e águia), esfinges (figura mitológica com cabeça de mulher, corpo de leão, cauda de serpente e asas de águia) e górgonas (figura mitológica, mulher com a cabeça armada de serpentes, o mesmo que Medusa); e pela representação de elementos vegetais e naturalistas, como lótus e palmetas; é dada preferência ás figuras de grande tamanho, tratadas ainda em silhueta estilizada, mas incluindo a técnica da incisão, pequenos traços realçados a branco ou vermelho que compunham pormenores anatómicos ou de vestuário;

 


 

- Fase arcaica (finais do séc. VII até cerca de 480 a.C.) - Fase marcada pelo aparecimento da cerâmica decorada com a técnica das figuras pintadas a negro. Sobre o fundo vermelho do barro destacam-se os elementos figurativos, representados como silhuetas estilizadas á maneira antiga (lei da frontalidade - rosto e pernas de perfil, olho e tronco de frente e ancas a três quartos) e a técnica da incisão continua em uso, permitindo pormenorizar o interior das figuras, agora enriquecidas com linhas de contorno dos músculos e outros pormenores como a barba, o cabelo e até o padrão do vestuário. Com todas estas preocupações e inovações, torna-se notório o maior rigor aplicado ás figuras, que lhes imprime um grande realismo e expressividade. Para além dos relatos mitológicos passam a ser representadas cenas da vida familiar e do quotidiano;

  


 


 

 

« Estilo clássico (sécs. V e IV a.C.) - Este estilo corresponde ao período do apogeu técnico, estético e conceptual do povo grego, no qual a arte foi encarada como uma consequência directa da superioridade criativa, racional e filosófica da cultura grega. O desenho e a pintura tiveram um enorme desenvolvimento através da descoberta, aperfeiçoamento e aplicação de revolucionárias inovações técnicas e formais tais como a criação dos cânones escultóricos, a perspectiva, as sombras e os claro-escuro e a posição em escorço. É implantada a técnica das figuras vermelhas sobre o fundo negro (mantendo-se, contudo, o fabrico da cerâmica das figuras negras), que confere á pintura uma maior perspectiva, dinamismo, realismo, naturalismo e expressividade. Nesta técnica, toda a superfície do vaso era coberta verniz negro, á excepção das figuras, que mantinham a cor avermelhada natural; os pormenores anatómicos e outros eram acrescentados com um pincel mergulhado em tinta preta. 

 


 

 

 

 

Durante este período verificou-se uma enorme liberdade criativa entre os modeladores e decoradores das peças cerâmicas: alguns autores misturaram figuras vermelhas e negras com fundos amarelados ou brancos, figuras negras com brancas, entre outras; nas oficinas da Ática desenvolveu-se uma cerâmica funerária com fundo branco, cujas figuras se definiam exclusivamente pela linha de contorno, traçada com precisão e onde a decoração primava pela austeridade (estilo belo); noutras escolas incorporaram-se figuras modeladas em relevo, colocadas sobre as partes mais largas dos vasos; surgiram também novas colorações, que em alguns casos, chegaram até á policromia.

 

  

 

 

Na época helenística (Estilo helenístico - séc. III ao ínicio da Era Cristã), por várias razões, a cerâmica grega perdeu o seu prestígio, qualidade artística e encanto, acabando por se banalizar.

 

- No que diz respeito á pintura grega, é á cerâmica que se vão colher todas as informações necessárias para compreender a sua evolução e ainda para o entendimento da cultura, da civilização e da plástica gregas, devido ao facto de quase toda a grande pintura mural ter desaparecido.

 

Pintura funerária a fresco

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 22:32
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

A Arte da Antiguidade Clássica - Arte Grega (Continuação)

 

ESCULTURA

 

- A escultura grega cumpriu funções religiosas, políticas, honoríficas, funerárias e ornamentais e possuía uma temática exclusivamente humana;

Relevo funerário

 

- Dividiu-se em três períodos:

» Período Arcaico (séc. VIII a V a.C.) - Influências das culturas egípcia, assíria, cretense e micénica; materiais como a madeira, a pedra e a terracota; neste período as esculturas mais importantes são os altos e baixos-relevos (quando as esculturas sobressaem da parede com metade ou mais do respectivo volume, ou quando sobressaem com menos de metade, respectivamente), que se encontram principalmente nos frisos, métopas e tímpanos dos templos (neste caso os temas eram principalmente mitológicos pois os templos serviam para o culto divino). As figuras apresentam uma posição hierática (rígida), sem expressividade ou naturalismo; os corpos possuem uma anatomia apontada esquematicamente e gestos bastante rígidos, quase estáticos; geralmente têm a perna esquerda avançada sobre a direita (influência da lei da frontalidade egípcia) e os braços caídos ao longo do corpo ou a mão direita sobre o peito, em sinal de adoração; os rostos são orientalizantes, os olhos oblíquos e amendoados, as maçãs do rosto salientes e a barba e os cabelos simplificados e geometrizados; existiam dois tipos básicos de figuras: o kouros (singular de kouroi), representação masculina de um jovem nu e símbolo da juventude e da plenitude; e a koré (singular de korai), jovens virgens, vestidas com longas túnicas pregueadas e pintadas com cores luminosas, vivas e cintilantes. Os seus rostos simétricos, com leves e enigmáticos sorrisos e cabelos longos, ondulados ou entrançados, possuem uma imobilidade serena e graciosa;


    

                Hera de Samos                                   Dama de Auxerre

 

          Koré de Chios                   Koré de Peplos         Koré dos olhos de amêndoa

 

       

Kouros grego

 

 

O Moscóforo

 

 

- A transição para o período clássico inaugura-se com duas obras em estilo severo (séc. V a.C.), feitas em bronze, que apresentam uma maior expressividade e realismo e um carácter imponente: O Auriga de Delfos e Poseídon (figuras em baixo, respectivamente).

 

  

 

 

» Período Clássico (sécs. V e IV a.C.) - As figuras ganham uma maior aproximação do real, o tratamento do corpo é muito mais realista e denota-se uma maior expressividade nos rostos, gestos e movimentos e uma preocupação com as proporções, devido á influência dos cânones. A partir do séc. IV a.C., a escultura passa a ser marcada por um aspecto mais gracioso, sedutor, harmonioso, elegante e dinâmico e é introduzido o nu feminino; as figuras ganham uma pose mais elegante e natural, e a beleza do ser humano é idealizada, tentando atingir a perfeição total, com esculturas de jovens nus atléticos e belos; ainda neste período é introduzida a verdadeira noção de vulto redondo, que rompeu com o rigor da frontalidade, podendo as estátuas ser vistas de todos os ângulos; é utilizado o bronze a o mármore branco em praticamente todas as esculturas;

 

   

      Afrodite de Cnido, Praxíteles                        O Discóbolo, Míron

 


Hermes e Dionísio, Praxíteles, cópia romana

 

  

                     Doríforo, Policleto                        Afrodite de Siracusa, Praxíteles

 

Ménade, Scopas

 

 

Outras esculturas gregas do período clássico

 

 

» Período Helenístico (sécs. III a I a.C.) - Neste século, o "realismo idealista" dá lugar ao "naturalismo", seguido do "realismo expressivo". Os grupos escultóricos sucedem-se ás estátuas individuais e desenvolve-se o gosto pelo retrato e pelas cenas do quotidiano que são captadas com tal realismo que dá ênfase até às disformidades físicas do Homem e às representações da infância e da velhice (que até agora não tinham sido representadas); a serenidade típica das esculturas gregas é substítuida pelo dramatismo e pelos efeitos teatrais revelados nos gestos e movimentos, por vezes exagerados, e pelos rostos carregados de emoção. Surge um grande gosto pelas figuras em escorço e pelas contorções do corpo humano, que possui agora formas musculares muito mais  acentuadas, elasticidade e grande elegância. Neste período é introduzido, pela primeira vez, o nu feminino na arte grega. Já em pleno período romano, tornam-se populares as conhecidas estatuetas de Tanagra (pequenas figuras em barro policromado), cópias de originais clássicos, inspiradas em cenas pitorescas do quotidiano e da religião, que constítuiram uma arte delicada e requintada de salão, destinada ao consumo privado das elites, o que mostra a complexidade e erudição da sociedade grega deste período.

 

Estatueta de Tanagra

 

O Gaulês Moribundo

 

 

O grupo Laocoonte

 

O chamado Gálata Ludovisi, Epígonos

 

 

A velha bêbada

 

 

O Boxeador do Quirinal

 

      

            Vénus de Milo                                 Vitória de Samotrácia

 

Menino com ganso

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 20:46
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

A Arte da Antiguidade Clássica - Arte Grega

 

A arte grega liga-se à inteligência, pois os reis não eram deuses, mas sim seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. Ao contemplar a Natureza, o artista entusiasma-se pela vida e tenta, através da arte, exprimir as suas ideias e, numa busca constante pela perfeição, cria uma arte de elaboração intelectual.
Aliou estética e ética, politica e religião, técnica e ciência, realismo e idealismo, beleza e funcionalidade. Esteve ao serviço da vida pública e religiosa.
A arte grega é antropocêntrica, pois os artistas preocupavam-se com o realismo e também procuravam exaltar a beleza humana, destacando a perfeição das suas formas. É ainda racionalista, pois reflecte nas obras de arte, as observações concretas dos elementos que envolvem o Homem.
O objectivo final da arte era a procura da unidade, beleza e harmonia universais suportadas por uma filosofia que buscava a relação do Homem com o divino, com o mundo e a sua origem, com a vida e a morte e também com a dimensão interior do próprio Homem (valores que hoje designamos por Classicismo);

 

 

 

ARQUITECTURA

 

- A arquitectura grega mostra-se como um dos aspectos mais importantes da civilização grega, dado que os seus colossais monumentos arquitectónicos provocam uma grande admiração perante os olhos daqueles que os observam e porque mostram o grande controlo que os gregos exerciam sobre si mesmos, revelado nas suas obras através da perfeição, do equilíbrio e da harmonia;

- Influências das culturas mesopotâmica, egípcia, cretense e micénica;

- Inicialmente a arquitectura grega utilizou materiais como a madeira, tendo sido substituída pela pedra calcária (sobretudo o mármore) a partir de finais do séc. VII a.C.;

- Dividiu-se em três períodos distintos:

» Período Arcaico (séc. VIII ao inicio do séc. V a.C.) - Caracteriza-se pela procura do inteligível, da ordem, do monumental e da maturidade;

» Período Clássico (segunda metade do séc. V ao séc. IV a.C.) - Período caracterizado pela procura do equilíbrio, da plenitude, do idealismo e do naturalismo/realismo. É considerado o século de ouro da arquitectura grega.

» Período Helenístico (séc. III a.C. ao inicio da Era Cristã) - Época de declínio, do gosto pelo concreto e pelo individual; mistura de culturas;

- Criaram normas e regras construtivas, cânones para a concretização artística, valores estéticos e modelos duradouros, nos quais todos os detalhes, os aspectos decorativos e/ou pormenores tinham de se sujeitar á harmonia e ao ritmo do conjunto. Definiram assim os princípios básicos da geometria plana e espacial e as primeiras noções de medida, proporção, composição e ritmo através dos quais qualquer organização plástica de deveria reger. Para isso, os arquitectos gregos elaboraram projectos nos quais constavam o estudo topográfico do terreno, a adaptação do edifício ao relevo e a escolha criteriosa da ordem, de acordo com o tipo de edifício. Depois elaboravam cálculos onde as medidas e as proporções eram rigorosamente estabelecidas. Criavam ainda maquetas, em madeira ou terracota, que eram submetidas posteriormente a aprovação final.

 

 

- O templo foi o edifício que despertou maior interesse entre os gregos e a expressão máxima da arquitectura grega;

- Era a morada e abrigo do Deus, local onde se colocava a sua imagem, á qual os fiéis não tinham acesso, pois os rituais eram realizados ao ar livre, ao redor do templo (Os fiéis apenas subiam ao templo para entregarem oferendas e realizarem sacrifícios). Também por esse motivo havia uma maior preocupação com a decoração exterior do que com a interior;

- A sua forma e estruturas básicas evoluíram a partir do mégaron micénico, que era formado por uma sala quadrangular, um vestíbulo ou pórtico suportado por duas colunas e com telhado de duas águas). Esta estrutura básica tornou-se, a pouco e pouco, mais complexa, de maiores dimensões e rodeada de colunas;

Templo de Ceres, Paestum

 

- Exteriormente era decorado com majestosas esculturas e pintado com azuis, vermelhos e dourados;

- Utilizava o sistema de construção trilítico definido por pilares verticais unidos por lintéis (arquitrave) horizontais;

 

Templo de Poseídon

 

 

- Possui uma aximetria axial, criando fachadas simétricas, duas a duas;

- Na sua estrutura planimétrica (planta) era constituído por três espaços: a pronaos (espécie de pórtico); a  naos ou cella (local onde se encontrava a estátua da divindade) e pelo opistódomos (câmara do tesouro onde eram guardados os bens preciosos da cidade, assim com as oferendas ao Deus). Esta estrutura tripartida era rodeada por um peristilo, uma espécie de corredor coberto e circundante, por onde circulavam os fiéis;

 

 

 

- Em alçado era formado por uma base ou envasamento (plataforma que servia para nivelamento do terreno), por colunas (sistema de elevação e suporte do tecto), pelo entablamento (elemento superior e de remate, constítuido pela arquitrave, pelo friso e pela cornija, encimada pelo frontão triangular). O tecto de duas águas era coberto por telhas em barro;

- As colunas e o entablamento eram construídos segundo estilos arquitectónicos ou ordens (processo de articulação métrica dos diversos elementos de um todo, em função da sua harmonia final. Essa articulação, a partir da base, da coluna e do friso, regula as dimensões do templo em números, características e relações mútuas):

» Ordem dórica - Nasceu na Grécia Continental por volta de em 600 a.C.; possui formas geométricas e a sua decoração é quase inexistente; não tem qualquer tipo de base, assenta directamente no estilóbato (último degrau, superior, onde assenta o edifício); apresenta um aspecto sóbrio, pesado e maciço, traduzindo assim a forma do homem; o fuste é robusto e com caneluras em aresta viva e capitel formado pelo ábaco e equino ou coxim, extremamente simples e geométrico, com forma de almofada. Simboliza a imponência e a solidez;

Colunas dóricas do Templo do Pártenon, Atenas

 

» Ordem jónica - Nasceu na Jónia no séc. VI a.C.; difere da ordem anterior nas proporções de todos os elementos e na decoração mais abundante da coluna e do entablamento e pela coluna assentar numa base; pelas suas dimensões e formas mais esbeltas, traduz a forma da mulher; possui um fuste mais longo e delgado, com caneluras semicilíndricas, sem arestas vivas, e em maior número que na ordem dórica; o capitel possuía um ábaco simples e o equino em forma de volutas enroladas em espiral;

Coluna do Templo do Erectéion, Atenas

 

 

» Ordem coríntia - Apenas apareceu no final do séc. V a.C. e é uma derivação da ordem jónica, resultado do seu enriquecimento decorativo; possuía um capitel com forma de sino invertido, decorado com folhas de acanto, coroadas por volutas jónicas; a sua base era mais trabalhada e o fuste mais adelgado; simboliza a ambição, a riqueza, o poder, o luxo e a ostentação;

Colunas coríntias do Templo de Zeus Olímpico, Atenas

 

 

 

Estrutura da ordem dórica e jónica, respectivamente

 

 

 - Em alguns templos, a função icónica das colunas adquire antropomorfismo num dos pórticos, através da sua substituição por estátuas de figuras femininas - cariátides - ou masculinas - atlantes;

Pórtico das cariátides no Templo do Erectéion, Atenas

 

 

 - Em todas as suas construções, os arquitectos gregos procuraram uma ilusória sensação de simplicidade, o que não é inteiramente verdade, pois verificaram-se em templos dóricos determinadas deformações ópticas que foram corrigidas matemáticamente (correcções ópticas): os elementos horizontais do templo que, visualmente, são lidos de forma côncava, são ligeiramente encurvados para cima e para fora; os elementos verticais inclinados para dentro e para cima segundo um ponto de fuga; toda a colunata é construída ligeiramente inclinada para dentro do templo, pois a tendência de leitura era ver o edifício curvado para fora; a distância entre as colunas, exactamente iguais quando medidas, aparecem ligeiramente distorcidas ao olho humano; o fuste das colunas era ligeiramente engrossado no primeiro terço da sua altura (êntase) e o intercolúneo era maior entre as colunas das pontas do que nas do meio;

 

        Templo de Hefesto

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 23:26
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade Clássica - Arte Grega (Contexto político-social)

 

A Antiguidade Clássica é período da História que compreende a origem e o desenvolvimento das civilizações grega e romana. Vai do 1º Milénio a.C. a 476 d.C. (queda do Império Romano do Ocidente).

 

 

" A lição da Grécia (é uma) lição de modéstia e de lucidez, que coloca o Homem no seu lugar: capaz de compreender, mas também de ignorar; amante da vida, mas consciente de que ela é precária; capaz de usar a sua inteligência com prazer, sem esquecer que o futura pertence aos Deuses - deuses concebidos á sua imagem e graças aos quais a medida humana, na sua forma ideal, fornece a referência suprema ao universo. (...) Este Grego sabe que nada se consegue sem luta. Mas, consciente da sua fraqueza, não despreza o adversário. (...)

Para definir o pensamento grego emprega-se o termo humanismo (...); o Homem é um ponto de partida e uma medida necessária, e não um limite ou um fim. "

 

François Chamoux, A Civilização Grega, Edições 70

 

 

 

 

O contexto político-social da Arte Grega

 

- No séc. V a.C., a Atenas democrática de Péricles representa o culminar de um tempo histórico e artístico da Grécia ou Hélade, a primeira civilização da Antiguidade Clássica;

- Após as Guerras Persas (em 499 a.C., os Persas, procurando uma saída para o mar, atacaram a Grécia começando pelas cidades gregas da Ásia Menor. Assim começou uma longa guerra que só terminou em 449 a.C., com a derrota dos Persas, o que deu uma evidente supremacia aos atenienses), em 449 a.C., Atenas viveu um tempo de paz, de ócio e de liberdade, o que contribuiu para um grande florescimento que, conjugado com a intervenção de homens dotados, fizeram de AtenasEscola da Grécia. Entre esses homens sobressaiu Péricles, que deu o nome ao século pela sua acção e eloquência como homem do Estado e como mentor de um projecto artístico-cultural e cívico;

- Para os atenienses, a sua cidade era o espaço físico da pólis (agregação de homens livres), a comunidade dos cidadãos. Como forma de organização politica adoptaram o regime de cidade-estado, cujo governo evoluiu da monarquia á democracia. Deste modo, o espaço urbano de Atenas era composto por uma fortaleza no ponto mais alto, a acrópole (cidadela militar, onde estão instalados os locais para o culto religioso e cívico), por uma zona labiríntica na parte baixa, que inclui a ágora (praça pública - centro da vida da pólis, com espaços para reuniões políticas, manifestações desportivas e artísticas, comércio, assembleias, teatros, estádios, mercados, feiras), pelos campos envolventes e pelo porto do Pireu (porta aberta para o mar, importante para as trocas comerciais e desta forma, para o desenvolvimento do comércio);

- Com uma população de aproximadamente 350 000 habitantes (Cidadãos – Naturais de Atenas, filhos de pai e mãe atenienses. Apenas estes tinham direito a exercer função politica e administrativa; Metecos – Estrangeiros que tinham autorização para residir em Atenas e pela qual pagavam um imposto especial. Eram homens livres, geralmente comerciantes ou artesãos, mas sem direitos políticos – sendo o resto mulheres e escravos), Atenas viveu uma confortável situação económica e social: como o solo era pobre e montanhoso, os atenienses estabeleceram trocas comerciais com a Magna Grécia, a Grécia asiática e insular; desenvolveram os ofícios e as indústrias localizados em quarteirões e bairros; lotearam terras fora da Ática para a fixação de colonos e exploração de produtos agrícolas;

- A situação politica também era estável: estava consolidada a democracia devido ao contributo de legisladores como Sólon, o reformador (garantiu uma igual justiça para todos e repartiu os cargos públicos pelas diferentes classes sociais), Pisístrato, o tirano (assegurou a prosperidade económica e cultural de Atenas) e Clístenes, o fundador da democracia. Esta democracia era imperfeita pois só os cidadãos homens tinham direitos políticos e administrativos e o direito ao voto; porque não havia liberdade de expressão (o filósofo grego Sócrates foi condenado á morte pois pôs em causa a existência dos Deuses, sendo acusado de, através das suas ideias, corromper as ideias da juventude) e porque existia a lei do ostracismo (expulsar da cidade os cidadãos que não concordassem com o sistema);

- Em Atenas celebravam-se ao ar livre cerca de 60 festas religiosas e culturais por ano, pois a religião, que estava ao cargo do Estado, cumpria-se também deste modo. Multidões de atenienses e forasteiros participavam nestes programas como forma de consciencialização e demonstração da sua grandeza e dos seus valores, para o mundo grego e para os povos vizinhos; os gregos adoravam vários Deuses (politeísmo) que foram criados á imagem e semelhança dos Homens (antropomorfismo) e possuíam também sentimentos, defeitos e vícios. Distinguiam-se dos seres humanos pela imortalidade (que conseguiram por terem praticado feitos sobre-humanos) e pela superlativização das qualidades humanas – sempre belos, jovens e inteligentes. Para que a intervenção dos Deuses fosse benéfica era praticado o culto divino. Eram organizadas festas, sacrifícios, oferendas, procissões (por exemplo, as Panateneias de Atenas e as Grandes Dionísias) e jogos. Os gregos não aceitavam dogmas, não tinham “bíblias”, não seguiam magias e não tinham o conceito de pecado, apenas acreditavam em mistérios (doutrinas que só eram comunicadas aos iniciados). Cada pólis tinha os seus cultos privados e a sua organização ficava a cargo dos cidadãos;

- Como resultado de todo este clima próspero, a cultura e a arte floresceram: dado que a cidade tinha sido destruída pelos Persas durante as guerras, fizeram-se grandes trabalhos públicos de restauro e construção (muralha, templos, fontes e edifícios municipais) que ocupavam homens sem trabalho, uma mão-de-obra especializada, uma classe média numerosa e escravos.

Esta oportunidade e liberdade de criar e produzir, a abastança de fundos, vindos do tesouro da Liga de Delos (associação das cidades-estado da Ásia Menor, das ilhas e da Grécia continental dirigida por Atenas, com fins defensivos. Cada cidade pagava tributos que estavam reunidos num tesouro, na ilha de Delos. Mais tarde Péricles mudou o tesouro para Atenas, serviu-se dele para a reconstrução da sua cidade e impôs o seu poder militar e político ás outras cidades, de uma forma imperialista) e a genialidade singular de Péricles atraíram a Atenas muitos artistas talentosos, filósofos e intelectuais que contribuíram para um notável desenvolvimento. Reunindo influências de diversas tradições (povos da Mesopotâmia, do Egipto, de Creta e de Micenas), criaram uma síntese cultural original que deu aos atenienses a possibilidade de aprender, de pensar e de viver de um modo actuante e crítico.

- No entanto esta prosperidade foi efémera. As criticas á democracia e ao próprio governo de Péricles impuseram-se; a ambição de Esparta e da sua liga do Peloponeso (associação das cidades do Peloponeso, dirigida por Esparta, em oposição á Liga de Delos. Pretendiam destronar Atenas e ocupar a sua posição hegemónica) fizeram eclodir a Guerra do Peloponeso (envolveu as cidades das duas Ligas entre 431-404 a.C. e levou á destruição da cidade de Atenas e á sua sujeição á oligarquia de Esparta e ás suas regras); a peste apareceu na Ática. Matou cerca de um terço da população inclusive Péricles e arruinou o comércio, o trabalho nos campos e a indústria. Surgiu assim um tempo de dúvidas e convulsões, que deitaram por terra o tempo de confiança, liberdade e prosperidade que os atenienses tinham vivido até então.

- Em 338 a.C., Atenas é conquistada por Filipe II, rei da Macedónia, e depois pelos Romanos; apesar disso manteve-se um importante centro filosófico, científico e artístico.

 

A acrópole de Atenas

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 21:10
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Etrusca

 

 

A arte etrusca refere-se à arte da antiga civilização da Etrúria localizada na Itália central (actual Toscana) e que teve o seu apogeu artístico entre os séculos VIII e II a.C.

As origens deste povo, e consequentemente do estilo, remontam aos povos que habitavam a região (ou a partir dela se deslocaram) da Ásia Menor durante a Idade do Bronze e a Idade do Ferro , mas também de outras culturas influenciaram a sua arte (por proximidade ou contacto comercial), como a assíria, egípcia, fenícia, grega e a oriental. Mas o seu aparente carácter helenístico simples (visto que o  seu florescimento coincide com o período arcaico grego) esconde um estilo único e inovador de características muito próprias que viria a influenciar profundamente a arte grega e romana.

 

- Os artistas etruscos eram artesãos de grande habilidade. Executaram objectos (esculturas, peças em cerâmica, espelhos, caixas, etc) de grande qualidade e maestria utilizando materiais como a terracota, a pedra, o barro, o bronze e outros metais;

         

         Estátua em bronze

 

   

Esculturas em terracota

 

Escultura em pedra

 

Relevos em bronze

 

Relevos em pedra

 

Espelho em bronze

 

 Jarro em barro

 

 

 Cerâmica etrusca

 

 

- Conceberam também peças de joalharia em ouro, prata e marfim e um tipo de cerâmica negra denominada Bucchero.

 

  

  

 

 

ARQUITECTURA

 

Para além de uma grande variedade de artes decorativas, os etruscos desenvolveram construções arquitectónicas tais como templos religiosos que se assemelhavam aos templos gregos mais simples, mas sem a típica elegância dos mesmos e com algumas diferenças: eram templos de pequenas dimensões, com planta rectangular e sem peristilo; possuiam base em pedra, estrutura em madeira e revestimento em barro na arquitrave e beirais; pelo lado Sul e subindo os degraus do podium, tinha-se acesso a um pórtico com duas filas de quatro colunas; construiram também palácios, edifícios públicos, aquedutos, pontes, esgotos, muralhas defensivas e desenvolveram projectos de urbanismo onde a cidade se articulava a partir de um centro que resultava da intersecção das duas vias principais (cardo, sentido Norte-Sul e decumanos, sentido Este-Oeste). Utilizaram o arco de volta-perfeita, a abóbada de canhão e a cúpula.


    

Utilização do arco de volta-perfeita numa construção etrusca

 

 

 

ARTE FUNERÁRIA

 

Em escavações feitas em túmulos subterrâneos encontraram-se urnas de barro (onde se colocavam os restos mortais) com elementos escultóricos que representavam elementos anatómicos do falecido (por exemplo, tampas em forma de cabeça); bustos (invenção etrusca); esculturas e relevos em sarcófagos onde, numa fase posterior, as figuras humanas, em tamanho real, surgem reclinadas sobre a tampa como se de um leito se tratasse (estátuas jacentes). Embora a estatuária etrusca apresente uma nítida influência grega, no caso das estátuas jacentes, os etruscos não usaram a pedra, mas sim materiais mais brandos que possibilitaram uma modelação mais elástica, fluida e arredondada, dando ás figuras uma natural espontaneidade e naturalismo.

 


Busto em bronze

 

Urnas etruscas

 

As câmaras funerárias, que retratam o interior de uma habitação, possuem tecto em abóbada ou falsa cúpula e são revestidas de pinturas murais a fresco, que retratam cenas mitológicas, do quotidiano e rituais funerários, com carácter bi-dimensional, estilizado (formas delineadas a negro) e com cores vivas e atmosfera jovial. Numa fase posterior, esta atitude de festividade perante a morte sofre alterações, possivelmente pela influência da arte grega do período clássico - as figuras passam a ter uma atitude pensativa e de incerteza perante o final da vida e as pinturas tornam-se mais sombrias e mórbidas, encendo-se de demónios e monstros que acompanham os mortos para o mundo subterrâneo.

Praticam ainda pinturas a fresco com temas narrativos e anedóticos. As cores mais usadas foram o vermelho, verde e o azul pois possuiam conotações religiosas.

 

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 00:12
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Fenícia

 

A arte fenícia refere-se à expressão artística dos Fenícios, um povo semita do Mundo Antigo. A sua origem é desconhecida, mas sabe-se que se estabeleceram na Fenícia (região mediterrânea correspondente ao Líbano, Síria e Israel) por volta de 3000 a.C.

Os Fenícios eram altamente civilizados (inventaram um sistema de escrita anterior ao alfabeto moderno) e eram hábeis comerciantes marítimos. Atingiram o auge do poderio entre 1200 e 800 a.C. Foram conquistados pelos Persas no séc. VI a.C. 

 

- A constante presença de potências estrangeiras na vida cultural dos fenícios e a preocupação com os negócios, foram provavelmente as causas da sua pouca originalidade nas criações artísticas: as sepulturas fenícias, por exemplo, eram decoradas com motivos egípcios ou mesopotâmicos;

- Apesar de serem mais habilidosos que criativos foram encontradas pequenas tábuas de argila contendo documentos administrativos, cânticos religiosos, hinos e textos mitológicos que trouxeram maiores informações sobre as crenças religiosas desse povo;

- Os fenícios erguiam altares nas partes mais altas de suas cidades para sacrificar pequenos animais que serviam de oferenda aos seus deuses, que representavam fenómenos da Natureza;

- Influências da arte egípcia, mesopotâmica, egeia (principalmente micénica) e grega;

 

 

 

ARQUITECTURA

 

- Templos com grandes pátios e altar principal; são comuns elementos decorativos como colunas, estátuas e estelas;

- Devido ao pouco espaço territorial, os fenícios obras que se pautam pela verticalidade;

- As cidades fenícias são cercadas por muralhas; os bairros possuem casas com vários pavimentos, uma zona portuária, templos e o palácio do príncipe local.

Ruínas de Cartago

 

Colunas das ruínas de Cartago

 

Ruínas de um templo

 

 

ESCULTURA

 

- Representação de divindades e outras figuras em pedra, marfim e terracota, assim como vasos;

        

  

 

 

- Estelas funerárias, pequenos altares e sarcófagos;

  

  

   

 

 

- Os fenícios viajam muito devido á prática do comércio e por isso a sua arte é muito influenciada pela cultura de outros povos. Um bom exemplo é a arte funerária. Usaram túmulos precedidos de um corredor, de típica influência micénica; alguns foram decorados com motivos egípcios e outros ainda, assemelham-se a templos gregos;

- Os trabalhos em marfim (pentes, estojos, estatuetas, etc) e em metal (cobre, ouro, prata e bronze - objectos santuários, jóias de alto valor, moedas, etc) constituem uma das actividades artesanais mais apreciadas pelos fenícios, assim como o mobiliário doméstico; estes objectos eram decorados com cenas do quotidiano e motivos animais; eram representações bastante naturalistas e realistas.

  

 

 

 

 

PINTURA

 

- Acompanha a escultura pois os pintores trabalhavam as obras de arte esculpidas.

  

 
Publicado Por Cíntia Pontes às 18:54
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egeia (Continuação)

 

ARTE MICÉNICA

 
- Caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitectura, tendo como modelo o megaron micénico (sala central do palácio de Micenas); contrariamente à arquitectura minóica, a micénica possui um forte sentido militar onde se observam fortalezas rodeadas de muralhas edificadas em pedra com grande precisão. O palácio divide-se em três áreas simples: um pórtico com duas colunas leva à antecâmara que antecede a grande sala de audiências, rectangular e com quatro colunas a envolver uma lareira central circular; ao redor dos palácios, no interior da cidadela, e também do lado de fora, junto às muralhas, haviam várias casas de planta retangular e diversos cômodos, um deles habitualmente com lareira. As paredes eram de tijolo seco ao Sol, barro comprimido reforçado com cascalho, vigas de madeira, ou uma combinação disso; as fundações eram de pedra, ou de simples cascalho misturado com barro. O telhado era provavelmente plano, composto de uma estrutura de madeira recoberta de reboco ou terra - casas dos cidadãos mais ricos e influentes da sociedade micénica; os mais pobres viviam em cabanas de um ou dois cômodos situadas fora das muralhas. As paredes eram de tijolos secos ao sol ou de madeira, o chão era de terra batida e o telhado, plano, era em geral recoberto de palha;

 

Fundações de uma casa particular localizada do lado de fora das muralhas da cidadela de Micenas

 

Reconstituição da acrópole de Micenas

 

Galeria da muralha de Tirinto

 

 

- Desenvolveu-se ainda o artesanato em cerâmica, decorados com cenas do quotidiano e motivos florais e animais;

 

 

                                                 Cabeça de touro          

 

 

                                   

        

 

  

Vaso decorado com cena de funeral e prossição

 

 

 

  

 

 

- Apesar da forte influência cretense, a arte micénica desenvolveu elementos peculiares, distanciando-se das influências orientais; do Antigo Egipto receberam  influências relacionadas com o culto dos mortos, nomeadamente no que diz respeito à construção de câmaras funerárias em pedra;

- A escultura  foi uma modalidade pouco praticada. Destacam-se os relevos tumulares, cujos temas eram cenas de caça e guerra, com as populares espirais interligadas; as esculturas em pequena escala, em terracota pintada, como as "deusas do lar" - phi e psi (figuras femininas de pé, em diversas atitudes, e com grande estilização) e as "deusas domésticas" (estatuetas femininas pintadas, de base cilíndrica, traços estilizados e braços levantados, e pequenas figuras de animais com desenhos pintados) e ainda as esculturas em grande escala associadas á arquitectura (como a Porta dos Leões, em Micenas, onde se vêm dois leões virados para uma coluna micénica, inseridos na muralha defensiva. Neste exemplo são notórias as semelhanças com a tradição da escultura mesopotâmica, pela imponência e severidade formal);

 

  

Porta dos Leões

 

Relevo tumular

 

Pequena escultura em marfim de uma pyxis (caixa de cosméticos)

 

    

Estatuetas em terracota e marfim, respectivamente

 

- Primorosos trabalhos em metal e outros materiais e a joalharia, que receberam grande influência da arte minóica, no tratamento formal e na técnica (se é que não terão mesmo sido produzidos por artesãos vindos de Creta); destacam-se os punhais com incrustações, ornamentos para indumentária, diademas, broches, alfinetes, colares e as famosas máscaras funerárias em ouro, que serviam para cobrir o rosto do falecido;

Jóias do Tesouro de Egina

 

Máscara funerária de Agamémnon, ouro

 

Anel em sinete de ouro, com cena de caça

 

Diadema em ouro

 

Pormenor de uma arma micénica, bronze e incrustações em ouro, prata e niello

 

Taça em ouro

 

Vaso de cristal de rocha em forma de pato

 

- A pintura micénica teve como principais temas a representação da vida animal (como golfinhos, pássaros, cobras, touros e principalmente felinos, como o leopardo e o leão e ainda animais heráldicos, como grifos) onde é regra aparecerem com as patas dianteiras e traseiras esticadas, símbolo de movimento; cenas de caça, guerra, da vida quotidiana e procissões rituais.

 

Reconstituição do Megaron do Palácio de Nestor, pinturas a fresco que representam leões e grifos

 

É comum também apareceram elementos da flora marítima e a espiral, elemento decorativo muito usado, até na arquitectura; a tipologia mais usada na pintura, pela civilização micénica foi a pintura mural a fresco, cujos temas eram cenas do quotidiano e descrições do mundo natural; obras plenas de naturalismo, vivacidade e movimento. A arte micénica, em comparação com a dos minóicos, era solene.

 

  

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 21:20
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

A Arte da Antiguidade - Arte Egeia

 

A Arte Egeia ou Arte do Mar Egeu está associada às civilizações que floresceram no mar Egeu antes do aparecimento dos Gregos por volta de 3000 a.C. e que foram principalmente três:

 

Civilização Cicládica -  Civilização do começo da Idade do Bronze, nas Ilhas Cíclades, que durou aproximadamente de 3000 a 2000 a.C;

Civilização Minóica ou Cretense - Civilização que se desenvolveu na Ilha de Creta entre 2700 e 1450 a.C. (O termo "minóico" deriva de "Minos", título dado ao Rei de Creta);

Civilização Micénica - Refere-se à cultura dos aqueus, um povo que se estabeleceu na costa sudoeste da Grécia aproximadamente entre 1600 e 1100 a.C., no período final da Idade do Bronze, e que conquistou a ilha de Creta por volta de 1450 a.C.

 

 

ARTE CICLÁDICA

 

- Cerâmica decorada com formas lineares, espirais e curvilíneas;

 

 

- Ídolos esculpidos em mármore que vão de poucos centímetros ao tamanho natural, com características abstratas: a cabeça é um ovóide e o único relevo é o nariz; 

- Pequenas figuras de homens tocando lira ou flauta e mulheres segurando crianças;

- Simplicidade, austeridade, singeleza, contenção das expressões religiosas, ausência de ornamentos, formas minimalistas.

 

             

              

 

   

 

 


ARTE MINÓICA

 

- Na arquitectura foram usados materiais como o tijolo, a pedra e o barro. Destacou-se a construção de palácios, símbolo da vida política, religiosa e cultural da civilização minóica, que apresentavam estruturas complexas: eram compostos por um amplo pátio interno central, várias escadarias, pequenos jardins e recintos reservados para cultos religiosos. A esses mesmos estavam associadas casas (retangulares, externamente amplas, com o interior dividido em muitos cômodos pequenos), lojas, banhos, oficinas e armazéns;

 


Sala do Trono

 

Uma das salas do palácio

 

 

Palácio de Cnossos (ou Minos)

 

Palácio minóico

 

- As paredes dos palácios eram decoradas com magníficas pinturas a fresco que representavam animais selvagens e domésticos (principalmente o touro), figuras humanas em cenas como festas, casamentos e colheitas e ainda figuras geométricas, plenas de cores vivas e garridas; as pinturas apresentavam um certo grau de estilização egípcia que se evidencia no modo como se repetem esquematicamente as figuras humanas, mas a representação minóica destaca-se pelo naturalismo, realismo, elasticidade, paixão pelo ritmo, pelas ondas e pela flutuação, bastante ausentes na arte egípcia; figuras leves, espontâneas, delicadas e plenas de vitalidade;

 

Frescos do Palácio de Cnossos

 


A Expedição Naval

 

  

                            Os Antílopes                                           O Pescador

 

 

- A cerâmica, algumas vezes apenas um pouco mais espessa do que a casca de um ovo, destacou-se pela diversidade de formas e funções, progredindo em termos de variedade, refinamento e acabamento. Era decorada com pinturas que apresentavam formas geométricas simples, como triângulos, zigue-zagues e padrões simétricos abstratos. Algumas obras possuíam pequenas imagens do quotidiano, como motivos florais e animais domésticos;

 

     

   

 

 

 

 

- Os trabalhos em metal, o entalhe em pedras preciosas, os selos de pedras e a joalharia também tiveram um papel importante na civilização minóica.

 

Deusa da Serpente (trabalho em metal)

 

Peças de joalharia (detalhes de braceletes)

 

  

 

Publicado Por Cíntia Pontes às 17:02
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