Sábado, 3 de Janeiro de 2009

BIOGRAFIAS - O Romano Octávio (63-14 a.C.)

 


 

Caio Júlio Octaviano César nasceu a 63 a.C. e a sua vida pública de começou em 44 a.C. quando este tinha apenas 19 anos, após o assassinato de Júlio César, de quem era sobrinho-neto e herdeiro oficial.

Na altura era um jovem tímido, modesto, sem grande presença física, com uma saúde precária e sem gosto e jeito para a carreira militar. Pouco a pouco revela ter uma grande habilidade, competência e eficiência na política.

Com prudência e diplomacia, conseguiu os apoios que necessitava, afastou os seus inimigos e tornou-se de tal modo indispensável perante o Senado e o povo romano, que acabou por acumular poderes que fizeram dele a primeira figura do Estado romano. Em pouco tempo, Octávio, sempre dentro das ordens republicanas e respeitando o mos maiorum (leis antigas), conseguiu alcançar os maiores postos do cursus honorum (magistraturas):

- O imperium proconsulare, que lhe concedeu o supremo comando militar;

- O poder tribunício, no inicio temporário e depois vitalício, que lhe concedeu todos os poderes civis;

- Conseguiu do Senado os direitos de nominatio, commendatio e adlectio, que lhe deram o direito de seleccionar e controlar os senadores e os altos funcionários da administração pública;

- Recebeu o título de augustus e pontifex maximus, que lhe concedeu o direito de controlar também o poder religioso e moral.

Com as suas principais qualidades (virtude, clemência, justiça e piedade), tornou-se o primeiro imperador de Roma e geriu o seu Império “com mãos de ferro calçadas com luvas de veludo”.

Enquanto imperador de Roma, César Augusto, aumentou o império, consolidou as fronteiras, pacificou as províncias (imposição da pax romana), reformou o aparelho administrativo, reestruturou a sociedade em classes censitárias (que pagavam impostos), restabeleceu a religião tradicional, deu um grande desenvolvimento ás artes ao atrair á sua corte poetas, escritores e artistas, e iniciou uma época de paz e prosperidade.

Gabou-se ainda, quanto a Roma, de ter encontrado uma cidade de tijolo e a ter deixado de mármore.

Em 14 d.C., morre em Nola, deixando o poder a Tibério, visto que os que estavam na linha para o suceder morreram em circunstâncias estranhas.

O Senado homenageia-o declarando o seu período de vida como Saeculum Augustum (Século de Augusto) e dando início ao seu culto divino.

 
Publicado Por Cíntia Pontes às 23:38
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